“No matter the race, no matter your religion, no matter your political orientation, no matter if you are rich or poor … we all share a common element: The Human Body.”

End of a week day, the ideal time to go to an exhibition with some friends, fighting against the will to go home, especially in such a cold night. Was it worth it? Yes! First for being my first time inside the amazing building of Cordoaria Nacional. This 17th century building was, before a factory which used to build cables, sisal ropes and sails for the Portuguese ships. They are 17000 square metres of space for cultural events and exhibitions.
As for Real Bodies, I confess I got in a little bit reluctant … 350 real organs and dead bodies which had once a life…it does impress you a bit but I wasn’t sure how much I would forget that idea. Well, surprisingly, I got inside the skin (not literally) of a curious scientist and found out about each bone, and look at how an organ works. It all makes us forget about the human beings with no life when you look at those well preserved bodies and learn something in the end. The way they are exposed is, with no doubt, a life lesson: Our body is a wonderful machine! We begin to watch, read the information, learn to look a bit to ourselves. We watch closely a piece of bone with a funny name, but it is to tell us that it has got a function, it is in the right place for us to move our arm or leg. It is a piece of a puzzle which is a hole without its existence.
The exhibition is divided into several rooms, each one dedicated to an area of our body: the skeletal system, muscular system, digestive tract, urinary tract, Reproductive apparatus – fetal development, circulatory system, respiratory tract, nervous system, sectional anatomy and, finally, a room dedicated to the benefits of sports.
We walk along the corridor as soon as we get in and this represents a series of information signs hanged on the ceiling. They surprise us with curious facts which make us smile, especially when they tell us that we’re loosing calories along the way.
Each room presents, a general information with curiosities and besides the bodies, we find organs in store windows. Many of them are exposed not only for us to identify them where its their position and shape, but also to tell us stories of diseases, many of them caused by our negligence.
The exhibition ends with a message of motivation for us to be careful with our body and motivating us to do sport acivities:
‘’Physical activity can reduce the risk of chronic diseases, improve our balance and coordination, help us to lose weight and boost our self-esteem. The benefits are all ours, regardless of our age, sex or physical ability. Physical activity is really the best medicine.’’ Source
With this motivating message, the smoker leaves the exhibition with the will of giving up smoking. That image of the lungs with black spots, swollen heart, provoked by breathing difficulties… maybe it’s time to give up smoking and start doing some sports…. and the exhibition production is going to help you out, with a window case at the exit for you to say goodbye to the packet of cigarettes and drop it inside there.
However, I can’t finish this text without referring the extraordinary bodies’ preservation through a technique called polymerization. Looking at the blood vessels as if looking at cotton candy in different colours, is amazing. At a first sight they made me doubt a little if it was real. Just look at them closely and you will be equally amazed. They are real! It is art!
The exhibition Real Bodies is at Cordoaria Nacional until 10th April! You still have time to visit it!

Where: Cordoaria Nacional, Avenida da Índia
Time: Every day, including holidays, from 10 am till 8 pm. It will be open until 9h30 pm for the last visitors that came in 8 pm.
Price: Adults – 15.50€; With discount – 13.50€

For more information just check here:www.realbodies.pt

 

 

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fonte – diariodeumaespeciedevida.blogs.sapo.pt

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“Não importa a raça, não importa a sua religião, não importa a sua orientação política, não importa se é rico ou pobre … todos partilhamos um elemento comum: O Corpo Humano.”

Final do dia, durante a semana, é a altura ideal de ir a uma exposição com um grupo amigo, lutando contra a vontade de ir para casa, numa noite bastante fria. Valeu a pena? Sim! Primeiro foi por conhecer o edifício extraordinário da Cordoaria Nacional. Este edifício setecentista foi, outrora o local onde se fabricavam cabos, cordas de sisal, velas e bandeiras que equipavam as naus portuguesas. São 1700 metros quadrados aproveitados, hoje em dia, para eventos culturais e exposições.
Em relação ao Real Bodies, confesso que entrei com alguma relutância.. pensar que é uma exposição de 350 orgãos e cadáveres verdadeiros que anteriormente tiveram uma vida, impressiona um pouco e não sabia até que ponto eu conseguiria abstrair-me dessa ideia. Pois bem, surpreendentemente consegui vestir a pele de um cientista curioso. Descobrir aos poucos cada osso, ver como cada orgão funciona, faz-nos esquecer dos seres humanos já sem vida, passando a ver neles objetos de estudo, espantosamente bem preservados. A forma como estão expostos é, sem dúvida, uma lição sobre a vida. Fazem nos pensar o quanto o nosso corpo é uma máquina fantástica. Começamos a observar, a ler a informação, a aprender a olhar um pouco para dentro de nós. Vemos com atenção um bocado de osso com um nome esquisito, mas que está lá para dizer que funciona, que está no sítio certo para podermos movimentar o braço, ou a perna. É uma peça de puzzle que faz falta sem a sua existência.
A exposição divide-se em várias salas, cada uma dedicada a uma área do nosso corpo: sistema esquelético, sistema muscular, aparelho digestivo, aparelho urinário, aparelho reprodutivo – desenvolvimento fetal, sistema circulatório, aparelho respiratório, sistema nervoso, anatomia seccionada e, finalmente, uma sala dedicada ao desporto. Caminhamos ao longo do corredor e este apresenta uma série de placas informativas penduradas no tecto. Surpreendendo-nos com factos curiosos que nos fazem sorrir, principalmente quando nos dizem que estamos a perder calorias naquele momento. Cada sala tem, por norma, informação geral com curiosidades tendo, para além dos corpos em exposição, alguns orgãos nas vitrines. Muitos deles estão representados, não só para conseguirmos identificar a sua localização e a sua forma, mas também para nos contar história de doenças, muitas delas causadas pelo nosso descuido.
A exposição termina com uma mensagem de motivação para termos mais cuidado com o nosso corpo e dedicarmo-nos mais ao desporto: ‘’A actividade física pode reduzir o risco de doenças crónicas, melhorar o nosso equilíbrio e coordenação, ajudar a perder peso e aumentar a nossa auto-estima. Os benefícios são todos nossos, independentemente da idade, sexo ou capacidade física. A actividade física é realmente o melhor remédio. ‘’ fonte
Com esta mensagem de motivação, o fumador sai da exposição com vontade de deixar de fumar. Aquela imagem dos pulmões todos manchados, do coração inchado, provocado por dificuldades respiratórias, se calhar é melhor deixar o tabaco e começar a fazer desporto… e a organização até o ajuda, com uma vitrine à saída para dizer adeus aos maços de tabaco e enfiá-los lá para dentro.
Não posso terminar este texto sem, contudo, referir o trabalho extraordinário de preservação dos corpos através de uma técnica de polimerização. Ver os vasos sanguíneos com ar de algodão doce a várias cores, fez-me duvidar à primeira vista se seria real. Vejam pelos seus próprios olhos e vão ficar igualmente incrédulos, são mesmo reais! É arte!
A exposição Real Bodies estará na Cordoaria Nacional até 10 de Abril! Ainda têm tempo para visitá-la! Vale mesmo a pena!

Onde: Cordoaria Nacional, Avenida da Índia
Horário: Todos os dias da semana, incluindo feriados das 10h às 20h. O interior da exposição está aberto até às 21h30 para os últimos visitantes que entrarem às 20h.
Preço: Adultos – 15.50€; Com desconto – 13.50€

Para mais informações consultem o site: www.realbodies.pt

Isabel Bernardo
Isabel Bernardo
Nascida e criada em Lisboa, tem a literatura, línguas e turismo como formação e um carinho especial pelo património, história, escrita e música. Entra nesta aventura, pelo gosto que tem em construir historias e passeios e pelo contacto com as pessoas. Fora da Rota é isso mesmo! Uma viagem enriquecedora entre amigos, mostrando os encantos de Portugal!

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